A Rosa da Meia-Noite - Lucinda Riley

16 junho 2014

A Rosa da Meia-Noite é o quarto livro de Lucinda Riley lançado aqui no Brasil. A autora nascida na Irlanda, viajava para visitar seu pai no exterior, mais precisamente no Extremo Oriente, durante sua infância, e eu acredito que essa seja a razão dos seus livros tratarem com frequência de histórias relacionadas a essa região do mundo. Ela também trabalhou como atriz e, com pouco mais de vinte anos, publicou seu primeiro romance com o pseudônimo "Lucinda Edmonds", atualmente, ela mora entre EUA e França, com seu marido e quatro filhos.

Assim como os outros três livros publicados, a história se divide entre o passado e o presente, sendo que estão conectados entre si e irão ter um relação importante com a situação futura dos personagens. Algo muito interessante nos livros dessa autora, é que agente sempre aprende algo sobre história em períodos de pré, durante ou pós-guerra e como esses momentos de fato afetaram o mundo independente da classe social ou raça.


Bom, mas voltando ao que interessa, “A Rosa da Meia-Noite” tem personagens importantes do passado que acabam afetando de maneira positiva ou negativa os personagens do presente. Nos períodos 1911 até os dias atuais, encontramos os relatos de Anahita Chavan escritos por ela mesma para seu filho Moh - perdido e dado como morto na Inglaterra, nele ela conta sua paixão e amor por Donald Astbury, o grande amor de sua vida e pai de seus filhos. 



Por volta do ano 2001, ela entrega o diário de sua vida para seu neto Ari pedindo para ele encontrar a história de Moh, para onde ele foi, onde viveu e cresceu e como morreu, já que ela acredita que Moh teve uma vida longa e não havia morrido precocemente como relataram à ela no passado. Anahita afirma isso, pois tem um dom, que a faz capaz de pressentir se alguém irá morrer ou se algo potencialmente favorável irá acontecer, tal dom ela recebeu de sua mãe e acaba sendo uma importante ferramenta para ela assim como seus dotes com medicina alternativa.

Inicialmente, Ari não leva a sério o pedido sua avó e simplesmente guarda o diário na gaveta, passam-se quase 10 anos até que devido a uma grande decepção amorosa, Ari decidi embarcar em uma viajem da Índia para Londres no Astbury Hall na busca por seu tio perdido.


Paralelamente a essa parte da história, temos a atriz Rebecca que está em um relacionamento complicado com um ator viciado em drogas e álcool, que a pede em casamento e ela fica indecisa quanto ao “sim”. Ela acaba partindo para Londres, no Astbury Hall onde fará as gravações de seu próximo filme, no caso de época e justamente lá, que acaba conhecendo Ari e vivenciando uma nova etapa na história de sua vida.


Trata-se de uma história que conta como um amor pode ser muito forte, mas a carne também pode vir a ser muito fraca; como o amor pode acabar sendo desiludido por ironias trágicas do destino ou escolhas falhas do homem. Mas eu acredito que mais que tudo isso, trata-se de como uma personagem pode ser única, é o caso de Anahita, que foi uma mulher de fibra no meio de tamanhas dificuldades.


Personagens Principais do Passado:
Anahita Chavan
Donald Astbury
Violet 
Maud Astbury
Princesa Indira

Personagens Principais do Presente:
Ari Malik
Rebecca Bradley
Anthony Astbury
Sra. Travathan

É um livro longo, com 572 páginas e uma escrita maravilhosa, mas a história em si é pesada e confesso que não li muito rápido porque ele não me cativou tanto quanto seus outros livros, mas vale muito a pena ser lido, só que no caso, você leitor vai ter que se dedicar um pouquinho, já que demora para os fatos se entrelaçarem e tudo fazer sentido.


Para finalizar, acho que algo que me perseguiu por todo livro, frequentemente citado somente pelo título, foi o poema “Se” do escritor Rudyard Kipling. Eu só fui ler o poema quando finalizei a história e me sinto meio que na obrigação de ler para vocês porque ele tem absolutamente tudo a ver com o livro. Me arrependi de não ter lido antes. rs.



"Se consegues manter a calma

quando à tua volta todos a perdem

e te culpam por isso. 

Se consegues ter confiança em ti

quando todos duvidam de ti

e aceitas as suas dúvidas 

Se consegues esperar sem te cansares por esperar

ou caluniado não responderes com calúnias

ou odiado não dares espaço ao ódio

sem porém te fazeres demasiado bom

ou falares cheio de conhecimentos 

Se consegues sonhar

sem fazeres dos sonhos teus mestres

Se consegues pensar

sem fazeres dos pensamentos teus objectivos 

Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota

e tratares esses dois impostores do mesmo modo 

Se consegues suportar

a escuta das verdades que dizes

distorcidas pelos que te querem ver

cair em armadilhas

ou encarar tudo aquilo pelo qual lutaste na vida

ficar destruído
 e reconstruíres tudo de novo

com instrumentos gastos pelo tempo 

Se consegues num único passo

arriscar tudo o que conquistaste

num lançamento de cara ou coroa,

perderes e recomeçares de novo

sem nunca suspirares palavras da tua perda. 

Se consegues constringir o teu coração, 
nervos e forças
para te servirem na tua vez

já depois de não existirem,

e aguentares 
quando já nada tens em ti

a não ser a vontade que te diz:

"Aguenta-te!" 

Se consegues falar para multidões

e permaneceres com as tuas virtudes

ou andares entre reis e pobres

e agires naturalmente 

Se nem inimigos
 ou amigos queridos
te conseguirem ofender 

Se todas as pessoas contam contigo

mas nenhuma demasiado 

Se consegues preencher cada minuto

dando valor
 a todos os segundos que passam 

Tua é a Terra

e tudo o que nela existe

e mais ainda,
 
tu serás um Homem, meu filho!" 


(Poema "Se" - Rudyard Kipling)

Bom, é isso amantes literários, até a próxima resenha.



Pontuação:






0 Comentários | BLOGGER
Comentários | FACEBOOK

0 comentários:

Postar um comentário

 
© BOROGODÓ LITERÁRIO - janeiro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Maidy Lacerda
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo